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Indumentária Gaúcha

Conheça como o gaúcho se veste

 
 

A autêntica cultura do povo e suas expressões estão alicerçadas em tradições, em conhecimentos obtidos pela convivência em grupo, somadas aos elementos históricos e sociológicos. Seus legados e sua tradição, entre eles o seu modo de vestir, são transportados para as gerações seguintes, sujeitos a mudanças próprias de cada época e circunstância.
 
 

O homem do Rio Grande do Sul adaptou suas vestimentas baseado nas suas necessidades e no seu tipo de vida. Fica claro que os trajes, no decorrer da história , aceitam os processos de modernização e de transformação que uma cultura possa ter. A cultura é viva e, enquanto viva, ela se modifica. Essas modificações, legaram ao gaúcho além de uma herança, beleza e identidade. Se os costumes são constantemente alterados no decorrer da história, nada mais claro de que os trajes também tenham tido uma modificação, mantendo, no entanto, a sua raiz.
 
 

Este trabalho, tem como principal objetivo demonstrar como se deu a evolução da nossa Indumentária Gaúcha. Quando da realização desta pesquisa, me deparei com várias publicações sobre indumentária, de vários autores, como Antônio Augusto Fagundes, Vera Záttera, Paixão Côrtes e Edison Acri, que mostravam visões um pouco diferenciadas.
 
 

Vestimenta Feminina

Rogamos às prendas que atentem as virtudes de recato, simplicidade e pudor, que não transformem seus vestidos em alegorias e fantasias atentatórias ao Movimento e ao termo “prenda” que com tanto carinho o gaúcho lhe contribuiu.
 
Existem erros que uma prenda não pode cometer:
– Usar sapatos modernos
– Os penteados ultra-modernos, tão falsos quanto o uso da vincha com roupas de estilo militar para os homens.
– Os vestidos curtos
– O decote
– Uso de jóias modernas notadamente o relógio.
– Mas sobre tudo o uso de lenços de pescoço, que tira a graça da mais delicada e feminina das prendas.
 
A função da indumentária feminina é servir de moldura e graça e à beleza e não torna-las grotescas ou ridículas.
 
 

O vestido da prenda deve ser simples e gracioso, sem exageros de babados e enfeites. As meias brancas, bombachinha branca ate abaixo do joelho, sempre de pano, presa por um elástico e se quiser formando um delicado babadinho abaixo do joelho, sapatilhas pretas com pequena fivela do lado, sem salto a não ser o próprio da sapatilha . A flor ou a fita no cabelo denotam mais graciosidade, a maquiagem deve ser minima.
 
 

Indumentária Feminina Atual

O chiripá jamais deve ser usado pelas prendas. Não se pode estilizar a vestimenta, o que seria ridicularizá-la .
 
A prenda atual usa vestido liso ou com discretos babados, o comprimento bate no peito do pé, as mangas 3/4, bombachinha, meias brancas, sapatos pretos, fichú branco.
 
 

As moças usavam cabelos soltos ou com tranças, com uma flor do lado esquerdo, as senhoras usavam o cabelo enrolado em coque. Durante as danças as prendas seguravam levemente o vestido e isso era feito para que se pisasse em cima dele.
 
 

A indumentária gaúcha passou a ser Traje de Honra, sendo divulgado no Diário Oficial do dia 11 de janeiro de 1989.
 
 

Vestimenta do Gaúcho Rio Grandense

A pilcha do gaúcho, se caracteriza como a mais preciosa vestimenta típica brasileira por que, simbolizada pela bombacha, é feita de panos das mais variadas espessuras, adaptáveis aos vários climas próprios do país inteiro; a mais popular , porque é usada tanto no campo, como na cidade, em festas e cerimônias; a mais democrática porque é ostentada pelo peão nos ranchos humildes e pelo patrão nos palacetes da cidade; a mais gloriosa porque com ela o gaúcho escreveu grande parte da História do Rio Grande do Sul e do Brasil.
 
Consideramos, resumidamente, peça por peça:
 
BOTAS: Devem ser simples, de cores preta ou marrom. De fole formado naturalmente. Jamais porém usar botinhas de cano curto, enfeitadas com fivelas de metal ou outros adereços.
 
ESPORAS: Existem vários tipos de esporas, desde a nazarena, contemporânea do chiripá, e chilenas, de prata ou outro metal, com grandes rosetas ajustadas a “papagaios” (hastes) de vários comprimentos e formas. Na vestimenta atual do gaúcho não devem aparecer nazarenas nem as antigas chilenas. Fique claro que estamos falando da pilcha para festas, cerimônias e passeios, entre outras atividades que não envolvam a parte campeira.
 
BOMBACHA: Seu feitio é por demais conhecido e seus únicos “enfeites”, naturais e discretos, são os tradicionais favos ou ninhos de abelhas, feitas com as pregas das laterais. As cores podem ser claras ou escuras evite usar bombachas pretas (luto) ou branca. Para as festas é mais comum o uso de bombachas de tonalidades claras e para o trabalho as de cores mais escuras.
 
GUAIACA: Cinta larga, variando a largura. De couro curtido, possuindo bolsa traseira para notas e bolsas menores para moedas e relógio. Pode ser lisa ou lonqueada e as cores devem ser sem aberrações. Com uma ou duas fivelas de prata ou outro metal.
 
CAMISA: De uma cor preferencialmente. De mangas compridas e se quiser com bolso no lado esquerdo. Evite camisas coloridas e listradas ou enxadrezadas. Aconselha-se camisas brancas ou de cores claras e neutras, com colarinho e de botões.
 
COLETE: Comum, usado sobre a camisa, aberto ou fechado, com ou sem casaco, também de cores neutras.
 
CASACO: Normal, sem feitios esportes ou modernos, pode ser usado com ou sem colete, também de cores neutras.
 
LENÇO: Colorado ou branco são os mais tradicionais e o preto para ocasiões de luto. Deve ser usado sempre dobrado, evite usar lenços esparramados sobre os ombros, atado no pescoço com nós comuns e discretos como deve ser o gaúcho.
 
CHAPÉU: De abas largas, ou médias ou também estreitas conforme a região, de copa baixa , num estilo normal; de feltro e cor que mostrem seriedade, sem debrum. Totalmente condenável é o chapéu preto com debruns em cores contrastantes.
 
BARBICACHO: De couro liso ou trançado, com borda ou sem ela, porém esta nunca deve ser uma coleção de utensílios campeiros. É usado sobre o queixo abaixo dos lábios ou atirado na nuca conforme a variação do vento ou do trabalho que se estive executando.
 
PALA: Vestimenta de verão, leve e refrescante, protegendo a roupa contra a poeira. De seda ou algodão ou de outro tecido não espesso, em forma quadrangular e franjado nas bordas, sem gola.
 
PONCHO: Veste de inverno. De pano grosso, encorpado, de forma elíptica com abertura no centro, circundada por gola. Cores escuras quase sempre azul e geralmente forrado de baeta vermelha; sem franjas.
 
PONCHO-PALA: É confeccionado de tecido espesso, próprio para temperaturas baixas, em forma retangular, com ou sem gola. Ao contrario do poncho, é franjado e tem todas as bordas.
 
BOINA: Usada na fronteira com bombachas, faixa e alpargatas. “Buenas” para muitos.
 
FAIXA: Para segurar a bombacha em torno da cintura. De lã e cores pretas, azul e vermelha. Geralmente a guaiaca por cima da faixa. A faixa corrige a postura do gaúcho no cavalo e protege dos rins.
 
ALPARGATAS: Seu uso é comum na fronteira, é usado como sapato ou mesmo chinelo, uso geralmente caseiro.